terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Szia Hungria! Os primeiros passos em terras húngaras!

Fala galera! Hogy vagy (Como estão) ? Aqui estou novamente para contar da minha saga em terras húngaras. Sinceramente, tenho muita coisa a falar sobre os meus primeiros dias. Irei restringir esse post a cidade de Gödöllő e as primeiras impressões da Hungria, pois quero fazer outros posts específicos para a capital da Hungria (Budapest) e para outras coisas. Então vamos lá.

A cidade de Gödöllő

A cidade de Gödöllő é uma cidade que fica a aproximadamente 30km da capital Budapest, com pouco mais de 30000 habitantes. É uma cidade com uma história bem bacana que não vou ficar contando aqui neste blog pra não me alongar demais nos posts, quem tiver interesse entra aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/G%C3%B6d%C3%B6ll%C5%91 (copia e cola porque sou tanso e ainda não aprendi a mexer direito nisso aqui).


Ponte que liga a universidade a cidade.
É uma a cidade bem provinciana com um povo tipicamente simples, porém, muito acolhedor. Por ser uma cidade provinciana, poucas pessoas na cidade falam inglês. Na verdade, o pessoal daqui fala que ao passarmos da ponte que liga a universidade Szent István Egyetem com Gödöllő, o inglês se perde. Apenas o pessoal da universidade ou o pessoal mais novo falam inglês (isso se você der sorte com o pessoal mais novo). Já o Húngaro é uma língua extremamente difícil. Segundo o livro "Budapeste" o húngaro é "a única língua do mundo que, segundo as más línguas, o diabo respeita". Nesses 6 primeiros dias em terras húngaras aprendi pouquíssimas palavras, porque o pessoal até tenta ensinar, mas passa 30 min e eu já esqueci tudo, HAHAHA.                                               

Entrada do Palácio de Gödöllő.
Gödöllő é famosa não apenas pela universidade Szent István Egyetem como também pelo Palácio de Gödöllő. A construção desse palácio se deu no ano de 1773 e abrigou diversos monarcas e também por ser a residência de verão da Imperatriz Sissi e do Rei Húngaro e Imperador da Áustria Franz Josef.. Atualmente o palácio está em reformas e reabrirá apenas em fevereiro. Sendo assim, postarei mais fotos do mesmo quando eu puder fazer uma visitinha.
Palácio de Gödöllő.
Palácio de Gödöllő.
Para a universidade farei um post específico assim que se iniciarem as aulas, porque daí poderei fazê-lo mais completo com a realidade não apenas da estrutura em si, mas como também das aulas, dos professores, etc.

Jardim da Szent István Egyetem.
Szent István Egyetem.
Busto do Szent István na universidade.
Szent István Egyetem.
Estou morando atualmente no alojamento da universidade. Optei por ficar aqui por ser uma opção mais cômoda em relação as aulas, por não ter que ficar vindo todo dia de Budapest para Gödöllő (nesse frio do cão, deve ser ruim levantar cerca de 1h mais cedo só pra vir estudar). O alojamento aqui supre bem as minhas necessidades, apesar de eu estar dividindo quarto e banheiro com mais um brasileiro e não termos cozinha no quarto. Tem um outro bloco da universidade onde os quartos são individuais, e alguns possuem até mesmo cozinha dentro do apartamento, o qual não é o meu caso, pois a cozinha do meu bloco é coletiva e uma por andar. Além disso o alojamento conta com máquinas de café (a qual conta com um capuccino extremamente top por apenas R$0,90), conta com academia, restaurante, lanchonete e até mesmo um pub. O preço está extremamente em conta, se considerar que está incluso, água, luz e internet, por apenas 166,67/mês.

Quarto duplo do alojamento.
Quarto duplo do alojamento.
"Chuveiro" europeu.
Vista da sacada do alojamento.
Vista da sacada do alojamento.
Alojamento da universidade.
Falando agora do centro de Gödöllő, este é bem pequeno, mas muito bonito. E o interessante que a cidade aqui é extremamente limpa. Raramente você vê sujeira no chão, volta e meia você encontra bitucas de cigarro, mas em geral é muito limpo mesmo. Se no Brasil já é raro ver um ônibus com wi-fi, imagina tu chegar numa pracinha do centro de uma cidade e ter wi-fi gratuita? Aqui em Gödöllő tem. É até estranho imaginar isso, porque se fosse no Brasil, só ia ter o pessoal dos rolezinhos, o pessoal HUEHUE BRBR e os mendigos. Aliás, mendigo aqui é uma coisa bem rara de se ver, porque é muito frio pra eles ficarem ao relento. O que é comum ver por aqui é cigano, mas é meio perigoso utilizar a palavra cigano porque eles conhecem, logo a gente tá utilizando o termo pidão, HAHAHAHA.

Igreja na praça central de Gödöllő.
Praça central de Gödöllő.
Free Wi-Fi na praça central.

Praça central de Gödöllő.
Loja chinesa na praça central de Gödöllő.

Gödöllő.
Casa de Artes - Gödöllő.

Prefeitura de Gödöllő.


Museu Városi de Gödöllő.
Bosque de Gödöllő.
Bosque de Gödöllő.

Bosque de Gödöllő.
O transporte público dos sonhos


Falar do transporte público húngaro é incrivelmente satisfatório pra mim. Ele é extremamente pontual e eficaz. Quase todo mundo aqui usa o transporte público. E é bem diferente do brasileiro: raramente você entra numa latinha de sardinha. Já andei de trem, metrô, ônibus e tudo realmente funciona. O incrível, por exemplo em Budapest, é que eu paguei míseros R$34,50 e posso rodar o quanto eu quiser pela cidade com qualquer tipo de transporte apenas apresentado o meu ticket mensal. Claro que o preço que eu paguei é 50% do original por ser de estudante, mas mesmo assim é extremamente barato se comparar com os padrões brasileiros. Mais incrível que isso, é só uma linha de ônibus que tem aqui na cidade de Gödöllő (ainda não sei se tem essa linha em Budapest): é um ônibus de um supermercado, que faz uma rota e pega o pessoal que vai pro supermercado. Até aí tudo bem, certo? Mas agora é que vem a parte interessante: ele é gratuito e funciona pontualmente como qualquer outra linha de ônibus. Incrível né? E tudo isso financiado pelo próprio supermercado.
                            Estação de trem de Gödöllő.                              

Estação de trem de Gödöllő.

Ônibus gratuito do Supermercado Tesco.
Motora no telefone (muda o lugar mas não muda o costume).
A economia húngara

Passando agora pra economia tanto da cidade de Gödöllő, quanto para a do resto da Hungria, que à primeira impressão parece ser semelhante: as coisas aqui são extremamente baratas! Sério, tudo mesmo. Comprei por exemplo luva, casaco, bota impermeável a preços inimagináveis no Brasil. Um casaco pra frio por R$90,00 não é todo dia que se encontra por aí. Ainda mais quando ele vale por um casaco de lã e um casacão grande que eu trouxe do Brasil. Achei aqui também, uma máquina digital semi-profissional da Nikon que eu tava namorando no Brasil (modelo L820) por R$500,00. No Brasil ela tava custando cerca de R$800,00 à R$1000,00 dependendo do lugar. Outra coisa barata também é celular: meu amigo aqui achou Samsung Galaxy S4 por R$1200,00, sendo que eu paguei no Brasil R$1600,00. Sem contar o plano pré-pago de celular daqui. Peguei R30,00 em crédito de celular da operadora Vodafone e adquiri um pacote de 1GB de internet em dados. O 3G é muito bom, bateu 11,12 Mbps no speed test. Melhor que muita internet vendida no Brasil. As funções de celular mesmo eu ainda não utilizei, pelo fato de que posso fazer tudo pela internet, por ela ser bem rápida. Quanto a alimentação aqui, chega até a ser bizarro, vou citar uns exemplos para ilustrar: um pão caseiro de 1kg custa R$2,70 na padaria; uma pizza aqui no restaurante da universidade de 8 fatias custa R$13,00 mais ou menos; fui no KFC e peguei um lanche com 3 coxinha de galinha, 2 sanduíches, uma batata frita e refil ilimitado pra refrigerante por meros R$15,90. Isso que eu nem citei as bebedeiras pra quem gosta: pubs com cervejas de 0,5L por R$3,00; pálinka, tradicional cachaça feita a base de frutas por R$5,20 num pub que eu fui, e por aí vai. Sem contar que as cervejas daqui são muito melhores que as "cervejas" de milho do Brasil. Dá até pra tomar elas quente que ainda assim são muito boas.

Tommy Hilfiger pela metade no preço do Brasil.
Hungarian Pizza.
Menü Mensa Bistro (Entra de Sopa + Prato Principal + Sobremesa + Refrigerante)
As mulheres húngaras

O pessoal tem me perguntado também sobre as mulheres daqui e eu não vou negar: tem muita mulher linda aqui. Geralmente elas são loiras, de olhos claros, com altura acima dos 1,75m. Mas também tem muita mulher tanto abaixo dessa estatura, como também morenas de olhos claros. Fui pra Budapest e lá tinha muitas atendentes que se morassem no Brasil, certamente tomariam cantadas atrás de cantadas. E elas são bem simpáticas por sinal, apesar de aparentarem serem pessoas muito reservadas. Não tive a cara de pau de ficar tirando foto da mulherada, mas creio que no decorrer dos outros posts, irão aparecer algumas delas.

O clima húngaro

Por fim, pra fechar esse post, sobre minha primeira semana na Hungria, vou falar sobre o clima. Aqui tá muito muito frio na rua. Em média tá -3ºC, mas tem dias que chegou a -11ºC. Começou a nevar nesse final de semana, e a previsão é que volte a nevar amanhã (nevou um pouco hoje também). Porém, a cidade ainda tá toda branca, o que torna a cidade ainda mais bonita com a paisagem que ela possui. Sol aqui tem sido um um artigo de luxo nesses dias. Apareceu em dois dias apenas e todas as vezes pela manhã, entre 8h30 e 12h no máximo. E muito fraco por sinal, sempre encoberto geralmente por uma neblina muito espessa. Neblina essa, aliás, que está desde que cheguei na Hungria, o que torna o clima as vezes muito deprimente e sinistro (parecido as vezes com o filme/jogo Silent Hill). Outra coisa que está sendo extremamente difícil se acostumar é a claridade do dia. O dia está amanhecendo próximo das 7h da manhã e está começando a escurecer por volta das 16h30 da tarde. Ou seja, quando a gente faz alguma coisa a partir das 17h, chega umas 19h30~20h e já parece que é umas 23h, e isso faz com que a gente se sinta extremamente cansado.

Primeiros dias na Hungria: só neblina e nada a mais.
Primeiros dias na Hungria: só neblina e nada a mais.
Por do sol as 17h00.
Foto tirada as 22h00.
Primeira neve na Hungria (e da vida).
Primeira neve na Hungria.


Bosque de Gödöllő coberto de neve.
Bom por enquanto é isso. Quarta-feira (amanhã), muito provavelmente, estarei indo com outros brasileiros para Áustria e para Eslováquia, então deixarei o post de Budapest um pouco mais pra frente. Se quiserem que eu conte algo que eu não contei, ou acham que eu deva mudar algo nesse início de blog, é só falar que avaliarei o pedido e tentarei realizá-lo.

Viszontlástásra!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Do Brasil ao mundo (ou quase isso)

Pra começar a escrever no blog, primeiramente eu tenho que falar do nome zuado que ele tem né? Foi difícil pra caramba achar um nome decente. Não que esse que eu coloquei seja decente, mas foi algo engraçado que o Ramon Ramos me sugeriu e eu curti. Acho que ficou legal por ser um nome zoeiro que nem um BRBR, pra quem entende sabe do que eu to falando.

Tirando esse detalhe do nome do blog vou contar um pouco de como foi a trip Brasil - Turquia - Hungria.

Chá de Aeroporto

Aeroporto de Curitiba.
Pra começar a falar da viagem, nada mais justo do que contar como foi o maldito chá de aeroporto que tomei. Começando por Curitiba, que apesar de ter passado relativamente pouco tempo no aeroporto, cerca de 2h, já demorou um pouco pra passar. Lá o negócio até que foi tranquilo, viajei de Joinville pra Curitiba de carro, com a minha mãe e meu irmão do meio (o irmão mais velho não pode ir junto porque tinha que dar aula em um horário que se tornaria impossível regressar a Joinville em tempo hábil). Depois de me despedir da minha mãe e do meu irmão, embarquei no primeiro voo de avião que peguei na minha vida. Vou admitir que foi muito mais tranquilo do que imaginei. E também, vou falar que a parte que achei mais irada do voo foi a parte da turbulência leve que a gente pegou, que foi a única parte menos monótona do voo, HAHAHA. Cheguei em Guarulhos por volta das 15h50, cerca de 27 minutos antes do previsto. Mas foi a partir daí que começou a demora: fiquei quase mais tempo pra sair do avião e pegar as malas, do que voando praticamente. E eu jamais imaginava que a demora real ainda tava por vir: passar longas 15h até o voo (só embarcaria rumo a Europa as 5h15 da manhã). Detalhe ainda é que eu me encontrei com a Karen no aeroporto, senão acho que iria ser mais entendiante ainda passar as 15h sozinho. As primeiras 5 horas (16h - 21h) admito que foi rápido pra caramba: tomei meu primeiro starbuck da vida (que por sinal essa porra é muito boa), passei no free shop que não era um free shop, vi milhares de livros nas livrarias, sentei, levantei, caminhei. 

Primeiro Starbucks da vida!
Ou seja, dei vários rolezinhos pelo aeroporto de Guarulhos. Quando nos informarmos que poderíamos entrar na sala de embarque só a partir da 1h30 que começou o tédio infinito. O tempo não passava de jeito nenhum: desde o jantar que paguei absurdos 50 reais num prato de comida que nem era tudo aquilo e demorei vários pra comer, até ficar todo o resto do tempo na internet contando os minutos pra passar. Sério, dava pra ver os segundos passarem, de tão devagar que as coisas estavam indo. Ao menos quando chegamos na sala de embarque foi um pouco mais rápido, isso porque ainda gastamos um tempinho antes do free shop. Era mais ou menos 3h da manhã quando a gente encontrou mais brasileiros, já dentro da sala de embarque. E nem encontrar mais brasileiros fez com que o tempo passasse mais rápido, muito pelo contrário, o tempo parou ainda mais. Sem contar que a porra do avião atrasou, pois o voo saia as 5h15 e fomos começar a entrar no avião próximo das 5h. Era aproximadamente 5h30 quando o avião levantou voo rumo a Europa.


Aeroporto de Guarulhos.
Chá de Avião

O chá de avião foi muito mais tranquilo que o chá de aeroporto que tomei, muito pelo fato de que era muito legal ver as paisagens mudarem rapidamente conforme o avião se deslocava, como também pelo fato de que eu dormi bastante. Raramente encontrei uma posição realmente confortável pra dormir, mas nada que tenha me impedido de dormir ao menos umas 5h ou 6h no voo. As paisagens variaram muito ao longo do trajeto: desde a vegetação típica do Brasil e do relevo diferenciado, como também o mar que volta em meia era coberto por muitas nuvens e por fim, o deserto interminável da África, com distintas civilizações muito distantes entre si. 
Vista aérea do Brasil.


Vista aérea da África.








Ao contrário do que muita gente fala por aí, a comida era relativamente boa: logo que a gente entrou no avião eles já ofereceram um café da manhã que dava pra se alimentar bem, e sempre tinha alguns lanchinhos no fundo do avião que dava pra pegar. Engraçado também era notar que haviam pessoas de origens bem variadas no nosso voo: desde turcos, como judeus, asiáticos (a rodo por sinal, tinham MUUUUIITOS mesmo) e muitos outros que era impossível identificar de qual origem eles poderiam ser. 


Vista aérea da cidade de Istambul - Turquia.
Vista aérea da cidade de Istambul - Turquia.
Ao chegarmos no aeroporto da Turquia que começamos a desenferrujar o inglês. Ao pedirmos informação tenho que admitir que foi um pouco difícil compreender o pessoal, mas nos achamos rapidamente. Ficamos cerca de 20 minutos só no aeroporto até fazermos o transfer do aeroporto para o hotel. Ao sairmos de van pela cidade ficou a primeira impressão da cidade de Istambul: uma cidade extremamente limpa (ao menos por onde passamos), muito bem planejada, com padrões bem definidos de edificações pela região da cidade, com muitas opções de lazer e, apesar de pouco arborizada, eles cultivam diversas paredes vivas o que dava um pouco mais de harmonia pra cidade. E ahh, a temperatura na Turquia tava muito de boa, deu pra sair de camiseta normal na rua. Sobre o hotel que a gente ficou, não tenho nem o que falar: hotel 5 estrelas bem top. Óbvio que não era tipo filme americano, com jacuzzi e talz, mas tinha conforto o suficiente pra passar uma noite tranquila.

Angústia pra chegar na Hungria

Aeroporto de Istambul - Atatürk Havalimani.
Aeroporto de Istambul - Atatürk Havalimani.
A noite de sono não foi das melhores, uma vez que chegamos no hotel era 22h20 aproximadamente e tínhamos que levantar antes das 5h por causa do transfer do hotel pro aeroporto. Novamente o tempo no aeroporto foi infinito, muito pelo fato de ter chego muito antes do nosso voo. Chegamos no aeroporto era 5h15 e o nosso voo, teoricamente, era pra sair as 8h50. Porém era 9h20 mais ou menos quando o avião levantou voo. O voo foi péssimo, pegamos a última fileira e não dava pra reclinar o banco. Além do mais era fileira única, ou seja, cada vez que uma pessoa queria levantar e as aeromoças estavam servindo lanche, elas tinham que retornar até o fundo do avião para a pessoa passar. E isso aconteceu o trajeto inteiro de Istambul - Budapest. O pouso em Budapest acho que foi o mais conturbadinho, pois tinha um nevoeiro bem espesso.
Os detalhes sobre a Hungria (primeira impressão, o povo, a língua, a universidade, etc) eu coloco no próximo post, porque ainda não tirei fotos daqui e também não tive tempo suficiente pra dar uma volta pela cidade, tanto de Gödollö quanto de Budapest.
Aeronave A320 da Turkish Airlines.