domingo, 16 de fevereiro de 2014

Eurotrip Parte 2: Eslováquia - Bratislava

Depois de mais uma semaninha parado o blog, estou eu aqui para atualizá-lo. Devido as aulas acho que vou fazer apenas postagens nos finais de semana, uma vez que ficar escolhendo e arrumando as coisas pra postagem não sair tão zuada leva bastante tempo. Então vamos lá.


Viena to Bratislava! Scotty Doesn't Know, muito menos a gente.

Acúmulo de neve em Bratislava.
Logo após sairmos do Belvedere em Viena, já partimos para a estação para adquirirmos as passagens de trem para Bratislava. A única coisa que marcou a 1h20 de trem que enfrentamos foi um grupo de punks que sentaram bem atrás da gente e estavam fedendo pra caramba e também não paravam de falar alto pra caramba. Fora isso a viagem foi bem tranquila e um tanto quanto cansativa pois já estávamos o dia inteiro caminhando. Chegamos na estação de trem e já estava tudo escuro e praticamente toda a estação de trem já estava fora de operação. Para piorar possuíamos apenas um mapa que continha apenas a porção norte da cidade logo após atravessar o rio Danúbio. O jeito então foi sair perguntando para as pessoas qual deveria ser o caminho que deveríamos tomar para chegar até o rio Danúbio. Mas para nossa surpresa ninguém conseguia explicar como chegar até o maldito rio Danúbio. Perguntamo para cerca de umas 3 ou 4 pessoas e cada uma falava uma direção diferente ou falava para pegarmos um ônibus. Deu no que deu, decidimos seguir uma das pessoas e adivinha? Nos perdemos, é óbvio. Mas não demorou muito a descobrirmos um caminho que chegasse até o rio, apesar de o pessoal ter sentido um pouco de medo, aliado a um cansaço e um frio de rachar. Estava nevando muito em Bratislava, muito mesmo. Chegava a ter camadas tão profundas de neve que quando você pisava seu pé quase sumia dependendo do lugar. Demoramos cerca de 1h hora para sairmos da estação de trem e atravessar o rio Danúbio em direção a Old Town de Bratislava, local onde faríamos uma visita pela manhã e também nos alojaríamos no hostel. E pra piorar, o que já estava não estava bom, mas também não tava tão ruim, não sabíamos aonde era o maldito hostel que apenhas tínhamos visto pela internet. Depois de algumas voltas em algumas quadras um pouco a frente do hostel, achamos o bendito em um momento que já não aguentávamos caminhar, estávamos famintos e precisávamos de cama e banho.

Vista do Hrad Castle.
Rio Danúbio.
Praça na Old Town a noite.
Ficamos no Hostel Downtown Backpackers: era um hostel com bem mais cara de hostel que o que havíamos ficado em Viena, com 8 camas no mesmo quarto e dois banheiros coletivos com chuveiro. Porém, ainda havia cozinha e uma sala e mais um lavabo. Dividimos um quarto com mais um americano e um australiano, bem gente boa os caras pelo pouco que falamos. O preço do hostel foi de 10€ pra cada um e para a nossa tristeza, não havia um breakfast all you can eat.


Pub do hostel Downtown Backpackers.
Sala comunitária.
Old Bratislava.

Para conseguirmos visitar Bratislava "toda" em um dia e ainda conseguirmos volta para Viena e depois para Budapest e por fim para Gödöllő, tivemos que acordar cedo. Levantamos era 7h da manhã, arrumamos todas as coisas, deixamos nossas mochilas no hostel e já metemos o pé na rua para enfrentar a friaca que estava fazendo. Começamos visitando o Palácio de Grassalkovich que já era praticamente na frente do hostel. Este é o palácio presidencial da Eslováquia, que começou a abrigar seus presidentes a partir de 1996.


Palácio Grassalkovich.
Logo após seguimos em frente e paramos na Igreja dos Capuchinhos de Sveti Stefan (não sei se é exatamente esse o nome da bendita). Esta é uma igreja bem bacana e extremamente bem conservada tanto internamente quanto externamente.


Igreja dos Capuchinhos de Sveti Stefan
Interior da Igreja.


Interior da Igreja.
Próximo a Igreja dos Capuchinhos já se encontrava também a Igreja da Trindade a qual é uma igreja construída nos anos de 1700. Diversos eventos políticos aconteceram nesta igreja, incluindo a aprovação da declaração de independência em 17 julho de 1992.


Igreja da Trindade.
Interior da Igreja da Trindade.


Continuando o nosso caminho, passamos por mais uma igreja, a Igreja Franciscana de Bratislava (Františkánsky kostol Zvestovania Panny Márie). Esta foi a igreja mais bonita que nós passamos com um interior muito bonito e bem preservado. E ainda essa igreja também é um mosteiro, que descobrirmos ao estarmos zonzando pelos corredores e quase sermos pegos pelos monges, HAHAHAHA.
Igreja Franciscana de Bratislava.
Interior da Igreja Franciscana.
Capela da Igreja Franciscana.


Leonardo pedindo paz.
Além disso visitamos também o centro histórico de Bratislava no qual se encontrava Palácio Primacial (serve como sede do presidente da câmara de bratislava) o qual é famoso pela sala dos espelhos.


Proximidades da Igreja Franciscana.
Old Town - Bratislava.

Palácio Primacial - Bratislava.
Faculdade de Teologia da Universidade de Trnava.
Por fim ainda visitamos algumas outras atrações turísticas como o Rubberneck, o Schöne Nasci, o Teatro Nacional, Igreja da Assunção, Igreja do Santíssimo Redentor, entre outras pequenas atrações.

Old Town - Bratislava.
Old Town - Bratislava.
Old Town - Bratislava.

Teatro Nacional de Bratislava.
Slovak Philharmonic - Orquestra sinfônica.
Schöne Nasci.
Rubberneck.

Old Town - Bratislava.
Rio Danúbio - Bratislava.
Parte nova de Bratislava.
Hrad - O castelo que não é um castelo.

Próximo do meio dia voltamos para o hostel pegar nossos mochilas e partimos para o castelo de bratislava. O castelo fica localizado no lado histórico da cidade em cima de uma morreba. Atualmente o castelo funciona como um museu que conta a história da construção do mesmo mas também possui uma galeria de quadros, tesouros e artefatos antigos relacionados a Eslováquia. A história do castelo é bem antiga: alguns datam as relações de ocupação do local do castelo desde a pré-história. Quem tiver interesse, dá uma pesquisada que é MUITA coisa pra descrever aqui no blog sobre a história desse castelo.
Caminho do Hrad Castle.
Hrad Castle.

Vista do pátio do Hrad Castle.
Vista panorâmica do pátio do Hrad Castle.
Como é um castelo muito antigo, ele está passando por um processo de restauração e com isso ele tem perdido/perdeu todas as suas características inicias deixando de ser um castelo propriamente dito. O que de fato é uma pena, pois o castelo deveria ser fascinante por dentro com seus cômodos originais.

Interior do Hrad Castle (já reformado).
Interior do Hrad Castle (já reformado).

Forca - Hrad Castle.
Vista de uma das torres do Hrad Castle.
Vista de uma das torres do Hrad Castle.
Gastamos aproximadamente umas 2h pra ver a galeria toda, porém, se fosse pra ler tudo certinho iria consumir muito mais tempo. E isso que ainda deu tempo pra encontrar um torcedor do Raja Casablanca que pediu pra tirar uma foto com a bandeira do Brasil fazendo menção ao mundial de clubes.


Bratislava to Viena to Budapest to Gödöllő

A volta foi um pouco pior do que a vinda. Acredito que tenha sido pelo fato de queremos uma boa noite de sono no quarto do alojamento da universidade. Saimos por volta das 15h43 para conseguirmos fazer toda a volta ainda no mesmo dia. Chegamos por volta das 18h em Viena e já embarcamos novamente no trem as 18h30. Esse percursos de Viena pra Budapest foi o pior em minha opinião, uma vez que o trem estava lotado e rolou um atraso de cerca de 30 minutos, por motivos que não sabemos ao certo até hoje. Pro causa desse atraso de 30 minutos, perdemos o trem de Budapest pra Gödöllő e tivemos que esperar mais uma hora para podermos voltar para o alojamento da universidade. No fim deu tudo certo e voltamos com a sensação de dever cumprido de ter aproveitado ao máximo a nossa primeira trip.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Eurotrip Parte 1: Áustria - Viena

Depois de um tempo parado no blog, cá estou, para voltar a contar dos paranauês que rolaram nesses últimos dias aqui na Europa. Pra voltar a escrever no blog, vou contar sobre a trip que fizemos de três dias (dois dias em Viena (Áustria) e um dia em Bratislava (Eslováquia)). Nessa primeira parte vou contar apenas sobre a Áustria porque tem bastante coisa pra mostrar. Bora lá.

Gödöllő to Budapest to Viena


Demos início a trip no dia 29 de janeiro saindo de Gödöllő às 4h30 da madrugada. Os integrantes foram eu, o Leonardo Dalri, o Felipe Broilo (que conheci aqui na Hungria) e a Karen. Optamos por sair cedo pra aproveitar mais o dia ao chegarmos em Viena. Era uma quarta-feira que estava pra nevar tanto na Hungria (quase inteira) como também em Viena. O que tínhamos feito de forma antecipada era só a reserva do hostel que ficaríamos em Viena (o hostel custou ao total 13.20€). Portanto ainda tínhamos que chegar e comprar as passagens para Viena partindo de Budapest. Chegamos por volta das 5h20 em Budapest e compramos passagens de trem de ida e volta com a empresa Máv-Start que custaram 29.00€ e tinha validade para volta até o dia 01 de fevereiro. Para Viena, pegamos logo o primeiro trem que partia as 6h05. O início da viagem foi monótona por ainda ser escuro e não poder observar a paisagem. Mas conforme íamos nos aproximando da fronteira da Áustria era notável o aumento da neve que caia. Lembro que quando chegamos na cidade de Györ, metade do caminho aproximadamente, já estava claro. Não dava pra ver muito da paisagem porque predominava uma névoa muito espessa. Mas ainda assim conseguimos ver diversos parques eólicos conforme íamos nos aproximando do interior da Hungria. Chegamos por volta das 9h20 na estação Wien Westbahnhof (atrasou cerca de 15 minutos a nossa chegada).

Eu e o Felipe.
Karen e Leonardo.
Redondezas de Györ.
Bônus: se eu não colocar isso no blog, o pessoal que fez a trip comigo ia me cobrar. Mas enquanto estávamos no trem, passou o serviço de bordo e eles ofereceram algo pra gente tomar ou comer. Óbvio que eu brasileiro nato, achei que iria ser de graça, pedi um café. O Felipe ainda perguntou pra mulher se era necessário pagar e ao saber que precisava pagar, recusou na hora. Eu como fiquei com vergonha de recusar um café que a mulher já tava fazendo, me fodi: a porra do café não tinha nem 50 ml que fossem e eu paguei 2.20€, ou os famosos quase 10 pau. Vide vídeo.


Meia maratona de Viena - 1º Dia

Os nosso primeiros passos em Viena foram dados para basicamente duas coisas: 1 - achar um mapa da cidade e 2 - achar o hostel para fazermos check-in e deixarmos as malas. E eis que ao começarmos a caminhada para o hostel que não era o nosso hostel nos deparamos com o que? Isso mesmo: funk na Europa.


Tirando o detalhe da piadinha sem graça, nos encaminhamos para um dos não sei quantos Wombat's Hostel que existem em Viena. E para a nossa alegria, não era aquele ali que tínhamos feito a reserva. Estávamos a mais ou menos 3km de distância (pela rota que fizemos). Ao menos enquanto nos dirigíamos ao outro hostel, pudemos conhecer um pouco mais da cidade.

Proximidades da Estação Wien WestBahnhof.

Igreja Maria vom Siege.
Igreja Gustav Adolf.

Avenida Linke Wienzeile.
Photobomb on Viena.
Wienfluss (Vienna River).
Wienfluss (Vienna River).
Chegamos no hostel por volta das 10h30 da manhã e fizemos o check-in. Tivemos a sorte de conseguir um quarto só para nós pelo mesmo preço, uma vez que a nossa reserva era num quarto de 6 pessoas. O hostel era muito legal e bem estruturado. Era bem real que o quarto que ficamos, por ter poucas camas, parecia um hotel. E o hostel também aparentava ser um hotel pela estrutura interna. Fizemos um lanche no hostel mesmo (com os pães que tínhamos feito pra levar e baratear os custos da trip, bem coisa de pobre) antes de sairmos para conhecer o que tínhamos planejado.

Recepção do Wombat's Hostel.
Quatro quádruplo - Wombat's Hostel.
Quatro quádruplo - Wombat's Hostel.

Saímos do hostel era 11h30 sem hora pra voltar. O primeiro local que iríamos era Hundertwasserhaus. Porém, no meio do caminho paramos na St. Charles's Church: uma igreja muito imponente numa praça bem bacana próximo do Institut für Fertigungstechnik. Nessa mesma praça nos encontramos com um grupo de austríacos que estão planejando fazer um evento em junho sobre o que acontecerá na Copa no Brasil, com críticas sobre o futebol de modo geral através de um samba composto por brasileiros que virão para a Áustria. E o detalhe é que esse evento tem um foco para brasileiros, o que achamos bem bacana. Ao nos despedirmos dos austríacos eles nos alertaram que a nossa opção de começarmos conhecendo o Hundertwasserhaus não seria muito bacana. Falaram que era algo legal, mas que não tinha nada demais e poderíamos mudar a nossa rota e conhecer o parlamento e outros prédios próximos que seria muito mais proveitoso.
Hundertwasserhaus (Fonte: Google).
Resselpark.
St. Charles's Church.
A partir disso, seguimos então para a St. Stephen's Cathedral ou Stephansdom. No caminho paramos no Stadtpark. Este é um parque relativamente grande, dividido no meio pelo Weinfluss (Vienna River). É um parque bem bacana com vários estátuas de artistas austríacos famosos, com um lago bem grande e algumas outras atrações como restaurantes. Provável que na primavera e no verão este ponto deve ser muito frequentado pelos habitantes da cidade. Nesse mesmo parque, encontramos uma banquinha e já compramos alguns souvenirs. Eu comprei um chaveirinho da St. Stephen's Cathedral bem da hora. A nossa próxima parada foi só na St. Stephen's Cathedral. E para a nossa surpresa era uma puta de uma catedral. Era colossal e muito, mas muito imponente. Apesar de estar em reformas em alguns cantos, pudemos fazer uma visita em uma das torres. Pagamos 4.00€ pra subir exatos 343 degraus. E caramba, era uma escada caracol do começo ao fim. Dava até uma tontura de tanto girar pro mesmo lado subindo as escadas. Chegando ao fim, a gente se decepcionou um pouco porque achamos que iria ser aberto, porém era uma sala fechada com janelas. Mas a vista ao menos era irada, dava pra ver os quatro cantos da cidade tranquilamente.

Stadpark.
O violinista - Stadpark.
Wienfluss: divide o Stadpark ao meio.
Stadpark.
St. Stephen's Cathedral (Fonte: Google).
St. Stephen's Cathedral.
St. Stephen's Cathedral.
Escadaria da South Tower da St. Stephen's Cathedral.
Vista panorâmica da St. Stephen's Cathedral.
Vista panorâmica da St. Stephen's Cathedral.

Logo depois fomos em direção de duas outras atrações: Albrechtsbrunnen (Albrecht Fountain) e o Heldenplatz. O primeiro é uma escultura que foi dada a cidade de Viena pelo Imperador Austro-Húngaro Franz Joseph I. O segundo é um espaço público na frente do Palácio de Hofburg. É um espaço público que recebe e recebeu muitas ações e eventos importantes como posso citar o exemplo do anúncio cerimonial de Adolf Hitler sobre o anexo da Áustria à Alemanha nazista no dia 15 de março de 1938. Nos fundos é possível avistar o Burggarten, o qual é um imenso jardim também de domínio público sendo aberto para visitação. Na parte da frente é possível visualizar o Volksgarten, porém esse não chegamos a visitar. Ao lado também é possível visualizar a Maria-Theresien-Platz (Praça Maria Teresa) a qual abriga dois grandes museus: Kunsthistorisches Museum (Museu da História da Arte de Viena) e também o Naturhistorisches Museum (Museu de História Natural de Viena). Ambos também não visitamos mas penso eu que é necessário um bom tempo pra conhecer por completo, pois os museus são bem grandes e abrigam muita informação para se visitar com pouco tempo.

Albrechtsbrunnen.
Albrechtsbrunnen.
Heldenplatz - Burggartten.
Heldenplatz.

Maria-Theresien-Platz.
Naturhistorisches Museum.
Kunsthistorisches Museum.


Seguindo em frente, passamos pela frente do Parlamento Austríaco, que é um prédio extremamente detalhado, de estilo grego com diversas estátuas e monumentos para apreciação. Logo ao lado encontra-se a praça que abriga o prédio da prefeitura de Viena. Este é um prédio construído nos moldes góticos que durou 11 anos para ser finalizado. Na mesma praça encontra-se também o restaurante Wiener Rathauskeller que oferece pratos tradicionais da cultura austríaca. Por fim, ainda na mesma praça encontra-se a Universidade de Viena.

Parlamento Austríaco.

Parlamento Austríaco.
Prefeitura Municipal de Viena.


Pouco mais adiante encontramos também o parque Sigmund Freud, o qual contém alguns monumentos em alusão a Freud, e a Votive Church, a qual foi construída em estilo neo-gótico e tem uma história curiosa: foi construída pelo irmão do imperador após a tentativa de assassinato do imperador Franz Joseph I para agradecer a Deus por salvar a vida do imperador.

Votive Church (Fonte: Google).
Sigmund Freud Park (Fonte: Google).

Finalizando pensamos em passar no Museu de Sigmund Freud, porém desistimos ao chegarmos lá por falta de interesse. Na volta ao hostel ainda passamos pelo Museum Quarter, o qual é um quarteirão contendo diversos tipos de museus no seu interior.

Instituto de Química Médica da Universidade de Medicina de Viena.

Ministério da Justiça Federal.

Volksteather.
Leonardo tigresa.
Chegamos no hostel por volta das 17h30 da tarde, podres de cansado. Tão cansados que eu cheguei a nem sair pra jantar. Comi só uns pães que tinham sobrado. Ao menos ainda nos restou um pouco de energia para visitar o pub na mesma noite e voltar pros quartos para descansar pro próximo dia.

Meia maratona de Viena - 2º Dia

O segundo dia foi um pouco mais tranquilo em relação ao primeiro pelo fato de que tínhamos nos planejado de visitar apenas dois lugares: o Palácio de Schönbrunn e o Palácio Belvedere. Iniciamos o dia fazendo um café da manhã no próprio hostel ao preço de 3.90€ por um "all you can eat". E não bastássemos ser brasileiros, agimos como brasileiros ao interpretarmos essa frase: fizemos a nossa merenda pro dia inteiro e enfiamos na mochila.


Brasileiragem no café da manhã.
Metendo o pé na rua novamente, saímos as 9h30 da manhã em direção ao Palácio de Schöbrunn. Uma coisa que chamou a atenção é o pessoal de limpeza contratado pra limpar as placas do sistema de transporte público: eles limpam uma por uma com uma e sem chororô. Falando agora do Palácio de Schöbrunn, esse é muito famoso por abrigar diversas gerações da família imperial austríaca, como também abrigou a arquiduquesa D. Leopoldina de Habsburgo, a futura esposa de Dom Pedro I (aquele famoso do Brasil pra quem não sabe). O palácio teve sua construção iniciada nos anos 1600, tendo passado por diversas mudanças durante todo o seu período. Hoje o mesmo se transformou em um dos principais pontos turísticos e culturais de Viena. Existem diversos pacotes para visitação do palácio: optamos por um que  nos concedeu apenas a visita a todas as alas do palácio que contam um pouco da história do mesmo e da família imperial que o habitou. O preço foi de 13.20€ (valor para estudante).

Serviço de limpeza.
Entrada do Palácio de Schönbrunn.

Entrada do Palácio de Schönbrunn.
Jardim do Palácio de Schönbrunn.
Gloriette - Palácio de Schönbrunn.
Palácio de Schönbrunn.
Depois de visitarmos o Palácio de Schönbrunn, atravessamos a cidade em direção ao Palácio Belvedere. Foram 5 km de caminhada que duraram cerca de 1h20 até chegar. A princípio não achamos a entrada e quase desistimos de visitar o Belvedere. Paramos num pub para tomar um café e se esquentar porque estava fazendo um frio de rachar, principalmente porque o vento estava incessante. Porém, a caminho da estação de trem que nos levaria para a próxima cidade e próximo país do roteiro, achamos a bendita entrada do Belvedere. E para a nossa surpresa o Belvedere era enorme. Muito grande mesmo com dois enormes jardins e duas construções: o Belvedere superior e o Belvedere inferior. Atualmente o palácio é um museu aberto para visitação e foi marcado na história por ter sido realizado a assinatura do Tratado de Estado Austríaco em 1955.

Hochstrahlbrunnen.
Brasileiragem no Belvedere.
Belvederegarten (Belvedere Inferior nos fundos).
Belvedere Superior.
Mais brasileiragem no Belvedere.
Belvedere Superior.
Portão frontal - Belvedere.

Após a visitação do Belvedere, partimos para Wien Hauptbahnhof. (estação de trem) rumo a Bratislava (Eslováquia). Compramos passagens de ida e volta para Bratislava ao preço de 15.00€ e partimos perto das 18h para visitarmos mais um país, mas os detalhes vou deixar pra contar no próximo post.

Observações

Obs 1: em dois dias em Viena caminhamos aproximadamente 24 km. Ou seja, um pouco mais que uma meia maratona. Isso que no segundo dia ainda passamos o dia inteiro carregando nossas mochilas.
Obs 2: achei que dois dias em Viena foi pouco tempo para visitar tudo. Faltaram algumas atrações que eu queria ter visitado. Creio que o ideal sejam de 3 a 4 dias.
Obs 3: dizem que na primavera/verão a cidade fica mais bonita. Penso eu também que deve ser melhor de visitar no verão, porque os jardins, as praças e tudo o mais deve ter muito mais vida. Mas os ambientes com neve também ficaram da hora.
Obs 4: o preço total que gastei nos dois dias Viena foi de 82.50€ (passagem de Budapest pra Viena; Hostel; Café da manhã; tour na catedral; tour no castelo; 2 souvernirs e 2 cafés que tomei). Poderia ter sido um pouco mais se eu tivesse jantado no primeiro dia e também almoçado no segundo dia, já que metemos um pelé e fizemos café da manhã e almoço com o café da manhã do hostel.
Obs 5: os habitantes de Viena parecem possuir um poder aquisitivo elevado, uma vez que circulam nas ruas apenas carros de marca (BMW, Mercedes, Porsche, Audi) e os preços das coisas são consideravelmente elevados. Porém o preço que se paga para visitar/usufruir dos serviços da cidade não é caro, se equipararmos o salário que eles recebem em euro com o preço das atrações/serviços.