quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Do Brasil ao mundo (ou quase isso)

Pra começar a escrever no blog, primeiramente eu tenho que falar do nome zuado que ele tem né? Foi difícil pra caramba achar um nome decente. Não que esse que eu coloquei seja decente, mas foi algo engraçado que o Ramon Ramos me sugeriu e eu curti. Acho que ficou legal por ser um nome zoeiro que nem um BRBR, pra quem entende sabe do que eu to falando.

Tirando esse detalhe do nome do blog vou contar um pouco de como foi a trip Brasil - Turquia - Hungria.

Chá de Aeroporto

Aeroporto de Curitiba.
Pra começar a falar da viagem, nada mais justo do que contar como foi o maldito chá de aeroporto que tomei. Começando por Curitiba, que apesar de ter passado relativamente pouco tempo no aeroporto, cerca de 2h, já demorou um pouco pra passar. Lá o negócio até que foi tranquilo, viajei de Joinville pra Curitiba de carro, com a minha mãe e meu irmão do meio (o irmão mais velho não pode ir junto porque tinha que dar aula em um horário que se tornaria impossível regressar a Joinville em tempo hábil). Depois de me despedir da minha mãe e do meu irmão, embarquei no primeiro voo de avião que peguei na minha vida. Vou admitir que foi muito mais tranquilo do que imaginei. E também, vou falar que a parte que achei mais irada do voo foi a parte da turbulência leve que a gente pegou, que foi a única parte menos monótona do voo, HAHAHA. Cheguei em Guarulhos por volta das 15h50, cerca de 27 minutos antes do previsto. Mas foi a partir daí que começou a demora: fiquei quase mais tempo pra sair do avião e pegar as malas, do que voando praticamente. E eu jamais imaginava que a demora real ainda tava por vir: passar longas 15h até o voo (só embarcaria rumo a Europa as 5h15 da manhã). Detalhe ainda é que eu me encontrei com a Karen no aeroporto, senão acho que iria ser mais entendiante ainda passar as 15h sozinho. As primeiras 5 horas (16h - 21h) admito que foi rápido pra caramba: tomei meu primeiro starbuck da vida (que por sinal essa porra é muito boa), passei no free shop que não era um free shop, vi milhares de livros nas livrarias, sentei, levantei, caminhei. 

Primeiro Starbucks da vida!
Ou seja, dei vários rolezinhos pelo aeroporto de Guarulhos. Quando nos informarmos que poderíamos entrar na sala de embarque só a partir da 1h30 que começou o tédio infinito. O tempo não passava de jeito nenhum: desde o jantar que paguei absurdos 50 reais num prato de comida que nem era tudo aquilo e demorei vários pra comer, até ficar todo o resto do tempo na internet contando os minutos pra passar. Sério, dava pra ver os segundos passarem, de tão devagar que as coisas estavam indo. Ao menos quando chegamos na sala de embarque foi um pouco mais rápido, isso porque ainda gastamos um tempinho antes do free shop. Era mais ou menos 3h da manhã quando a gente encontrou mais brasileiros, já dentro da sala de embarque. E nem encontrar mais brasileiros fez com que o tempo passasse mais rápido, muito pelo contrário, o tempo parou ainda mais. Sem contar que a porra do avião atrasou, pois o voo saia as 5h15 e fomos começar a entrar no avião próximo das 5h. Era aproximadamente 5h30 quando o avião levantou voo rumo a Europa.


Aeroporto de Guarulhos.
Chá de Avião

O chá de avião foi muito mais tranquilo que o chá de aeroporto que tomei, muito pelo fato de que era muito legal ver as paisagens mudarem rapidamente conforme o avião se deslocava, como também pelo fato de que eu dormi bastante. Raramente encontrei uma posição realmente confortável pra dormir, mas nada que tenha me impedido de dormir ao menos umas 5h ou 6h no voo. As paisagens variaram muito ao longo do trajeto: desde a vegetação típica do Brasil e do relevo diferenciado, como também o mar que volta em meia era coberto por muitas nuvens e por fim, o deserto interminável da África, com distintas civilizações muito distantes entre si. 
Vista aérea do Brasil.


Vista aérea da África.








Ao contrário do que muita gente fala por aí, a comida era relativamente boa: logo que a gente entrou no avião eles já ofereceram um café da manhã que dava pra se alimentar bem, e sempre tinha alguns lanchinhos no fundo do avião que dava pra pegar. Engraçado também era notar que haviam pessoas de origens bem variadas no nosso voo: desde turcos, como judeus, asiáticos (a rodo por sinal, tinham MUUUUIITOS mesmo) e muitos outros que era impossível identificar de qual origem eles poderiam ser. 


Vista aérea da cidade de Istambul - Turquia.
Vista aérea da cidade de Istambul - Turquia.
Ao chegarmos no aeroporto da Turquia que começamos a desenferrujar o inglês. Ao pedirmos informação tenho que admitir que foi um pouco difícil compreender o pessoal, mas nos achamos rapidamente. Ficamos cerca de 20 minutos só no aeroporto até fazermos o transfer do aeroporto para o hotel. Ao sairmos de van pela cidade ficou a primeira impressão da cidade de Istambul: uma cidade extremamente limpa (ao menos por onde passamos), muito bem planejada, com padrões bem definidos de edificações pela região da cidade, com muitas opções de lazer e, apesar de pouco arborizada, eles cultivam diversas paredes vivas o que dava um pouco mais de harmonia pra cidade. E ahh, a temperatura na Turquia tava muito de boa, deu pra sair de camiseta normal na rua. Sobre o hotel que a gente ficou, não tenho nem o que falar: hotel 5 estrelas bem top. Óbvio que não era tipo filme americano, com jacuzzi e talz, mas tinha conforto o suficiente pra passar uma noite tranquila.

Angústia pra chegar na Hungria

Aeroporto de Istambul - Atatürk Havalimani.
Aeroporto de Istambul - Atatürk Havalimani.
A noite de sono não foi das melhores, uma vez que chegamos no hotel era 22h20 aproximadamente e tínhamos que levantar antes das 5h por causa do transfer do hotel pro aeroporto. Novamente o tempo no aeroporto foi infinito, muito pelo fato de ter chego muito antes do nosso voo. Chegamos no aeroporto era 5h15 e o nosso voo, teoricamente, era pra sair as 8h50. Porém era 9h20 mais ou menos quando o avião levantou voo. O voo foi péssimo, pegamos a última fileira e não dava pra reclinar o banco. Além do mais era fileira única, ou seja, cada vez que uma pessoa queria levantar e as aeromoças estavam servindo lanche, elas tinham que retornar até o fundo do avião para a pessoa passar. E isso aconteceu o trajeto inteiro de Istambul - Budapest. O pouso em Budapest acho que foi o mais conturbadinho, pois tinha um nevoeiro bem espesso.
Os detalhes sobre a Hungria (primeira impressão, o povo, a língua, a universidade, etc) eu coloco no próximo post, porque ainda não tirei fotos daqui e também não tive tempo suficiente pra dar uma volta pela cidade, tanto de Gödollö quanto de Budapest.
Aeronave A320 da Turkish Airlines.

Um comentário:

  1. "A viagem, de fato, é uma ocasião para ampliar os cinco sentidos: sentir e ouvir mais vivamente, olhar e ver com mais intensidade, degustar ou tocar com mais atenção - o corpo abalado, tenso e disposto a novas experiências, registra mais dados que de costume." [ONFRAY, Michel - A Teoria da Viajem]

    (Por isso) Aproveita muuito essa experiência, e continua contando tudo aqui!

    ps. Só você pra gostar de uma leve turbulência, só pra "descontrair" o voo.. hahahahahah!

    Um super abraço,
    Anna

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